Patos, chantily e neblina

A cidade, Cambará do Sul, é pequena, bem pequena mesmo. Daquelas que você percorre a rua principal a pé, ida e volta, em 10 minutos, mesmo parando em todas as vitrines e fazendo carinho em todos os (muitos) cachorros de rua simpáticos e carentes que encontrar. E são muitos mesmo, sério, alguém precisa implantar um sistema pra castrar essa cachorrada antes que eles se multipliquem tanto que falte comida e eles deixem de ser tão simpáticos.

Mas se você caiu aqui por causa do título, o que eu duvido, deve estar se perguntando: e os patos? Calma, a gente chega lá.

 

Ficamos hospedados no Cambará Eco Hotel, um lugar altamente ecológico (ganhou prêmios de sustentabilidade) e recomendável, com café da manhã sensacional e uma bela vista pra um lago cheio de patinhos fofos.

Quer dizer, fofos até você cruzar o caminho deles. A gente passou por uma situação daquelas que viram história de viagem e piada interna por anos. Fomos dar uma volta no lago, que tem uma estrutura bem legal de deck e trilha (uma parte inclusive que leva ao restaurante), e acabamos cruzando o caminho de uma gangue de meliantes penosos e bicudos

Fora d’água, em turma, os fofíneos partem pra cima de você, cabeça abaixada. Achei que só ganso era assim, mas na dúvida, entre correr e rir, todo mundo fez os dois ao mesmo tempo.

Mas vamos ao que interessa: pontos turísticos: os cânions. Itaimbezinho é bem acessível, trilha leve, um passeio tranquilo e que enche os olhos. O Fortaleza já demanda um esforço maior, mais distância pra andar e pra subir. E lá em cima, olha, a vista vale a pena mesmo num dia de chuva fina e neblina, como a gente pegou.

Ficar sentado na pedra, torcendo por uma abertura de sol, acaba sendo um passatempo divertido, apesar do silencio ser um luxo raro lá em cima quando turistas mais emocionados gritam uns com os outros enquanto tentam fazer uma selfie. Uma dica boa é andar mais um pouco, explorar o outro lado do platô e curtir um pouco de solidão, silêncio e uma vista tão ou mais linda que o ponto mais popular.

Na parte gastronômica, poucos destaques: um restaurante campeiro daqueles, com direito a sanfoneiro ao vivo, um creme chantilly delicioso em todas as sobremesas de todos os restaurantes (a torta banoffe do hotel era obrigatória em todo café da manhã), e as geleias Sabores da Querência. Produzidas numa fazenda orgânica por um casal que sabe como receber visitas, vale ir até lá pra fazer uma degustação, conhecer detalhes da produção e obviamente comprar vários vidrinhos.

 

 

 

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