Tudo o que você precisa saber pra pedalar no Circuito Vale Europeu

Resumo da viagem

  • 310 km pedalados
  • 1 erro de navegação (que custou só 2,5 km a mais e umas fotos legais)
  • 0 problemas mecânicos
  • 0 pneus furados
  • 0 tombos
  • 21 litros d’água
  • 14 barrinhas de cereal
  • 10 paçoquinhas
  • 6 pousadas e hotéis

 

Quer fazer esse pedal? Se liga nas dicas básicas

 

O Vale Europeu se divide em dois. Muita gente fica hospedada em Timbó e vai fazendo rotas diferentes todo dia, sempre voltando pro mesmo hotel. Tem esquemas pra fazer isso, com carros de apoio e tal. É só se informar que você acha o mais adequado ao seu estilo.

Nossa viagem foi no esquema uma noite em cada cidade, com toda a bagagem sendo levada por nós mesmos. Sem carro de apoio, sem margem pro erro. Tínhamos telefones de hotéis, agências e até amigos que poderiam nos socorrer em caso de emergência, mas em vários trechos não há sinal de celular e passar um carro é raro.

Mas se perder no caminho é difícil. Toda a trilha é super bem sinalizada, com placas e principalmente com algo simples, barato e que funciona: setas amarelas pintadas em postes e pontos de ônibus.

Logo o olho fica treinado pra encontrar as setas e elas estão sempre onde você mais precisa. Antes e depois das bifurcações, cruzamentos, pontes e qualquer ponto onde você pode ficar em dúvida, sempre vai ter as amarelas salvadoras. Nosso único erro foi num momento de distração e bobeira mesmo, quando voltamos ao ponto vimos que a seta estava lá, gigante.

Bagagem: era tudo na bike, cada uma com um alforje grande no bagageiro e mais uma bolsa pequena na frente. Poucas roupas, o mínimo pra tomar banho, protetor solar, câmaras e ferramentas pra trocar pneu e arrumar uma eventual corrente quebrada.

Um detalhe importante: fizemos o vale de 23 a 29 de dezembro, passamos o Natal na estrada. Obviamente, pouca gente faz isso nessa época. Quando saímos de Timbó, o hotel estava meio vazio, quando voltamos parecia que o Tour de France ia passar pela cidade. Então muito provavelmente, dependendo da época do ano, você vai cruzar com muitos ciclistas no caminho. Mais chances de conseguir ajuda se precisar.

Aliás, em termos econômicos, não precisa ser gênio pra entender como o circuito fez bem pra região toda. Um hotel lotado em uma cidade do interior de Santa Catarina em plena véspera de Ano Novo precisa ter um motivo. E não é só em Timbó. Rodeio tem novas pousadas e restaurantes sendo abertos, Doutor Pedrinho investe em suas atrações locais e por aí vai. Cidades muito pequenas explorando potencial turístico e fazendo a economia girar com os ciclistas.

Hotéis
Aqui vai uma avaliação totalmente pessoal dos hotéis e pousadas que ficamos. Usamos o guia oficial do circuito e não tivemos muita escolha, porque alguns estavam fechados durante o Natal. Somando tudo, gastamos menos de R$ 2 mil em hospedagem.

Dica legal: converse com os hotéis e aceite as sugestões. Eles sabem o que tem na cidade, o que abre e fecha dependendo da época do ano, o que é valioso pra deixar reservado um jantar onde não tem nem uma pastelaria perto. E reserve sempre o lanche pra levar na bike.

Timbó

Timbó Park Hotel: melhor de todos, disparado. Estrutura, conforto, café da manhã, simpatia de toda equipe. Bicicletário grande, com espaço pra manutenção das bikes.

Pomerode

Pousada Max: já teve seus dias de glória e a casa, bem antiga, é linda.

Indaial

Hotel Indaial: hotel de beira de estrada, a única vantagem é a churrascaria Ataliba em frente e o supermercado ao lado, onde primeiro almoçamos e depois fizemos as compras pra nossa ceia de natal.

Rodeio

Cama Café Stolf: aqui você se sente literalmente em casa. Os quartos foram construídos no quintal do casal Stolf, com todo o capricho (colchão, TV tela plana, ar condicionado Split) de um hotel. Comida caseira, simpatia típica italiana, muita conversa e uma ajuda pra lavar as roupas.

Doutor Pedrinho

Bella Pousada: lugar simpático, com rede na varanda e uma vista linda. Ótima comida, fizemos 3 refeições lá porque era feriado na cidade. Mas na parte alta do circuito os hotéis não têm ar condicionado, porque na maior parte do ano o calor é ameno. Então se voc~e pegar calor como nós, vai ter que se virar com um ventilador.

Rio dos Cedros

Hotel e Pousada Paraíso das Ilhas: estilo hotel fazenda, mas com água por todos os lados. Destoamos um pouco dos outros hóspedes, naquele esquema de férias na base de comer, beber, dormir, mas fomos super bem atendidos, até adiantaram o horário do café da manhã pra nós. Tem uma estrutura ótima e um monte de coisa pra fazer, mas só aproveitamos mesmo a piscina pra relaxar.

Altos Cedros / Palmeiras

Cabanas do Lico: nossa Cabana do Jason, como carinhosamente apelidamos. Quatro quartos, um só banheiro. Por sorte só estávamos nós naquela noite. É basicamente uma casa grande, sem muita estrutura, sem ninguém pra te receber a não ser a dona do bar em frente, a queridona Bia.

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